Sempre dei sorte em ter chefes legais. Vou contar duas historinhas rápidas sobre dois deles.
Os nomes usados serão fictícios.
O Lucas era meu chefe quando fui trabalhar no Rio de Janeiro. Um certo dia estava eu na beira da piscina da pousada a beira-mar (oh vidinha mais ou menos) quando tocou o telefone era ele.
Perguntou como eu estava e coisas do tipo. Respondi que estava bem, mas preocupado. Afinal de contas a prefeitura de Rio das Ostras não tinha pago a empresa pelos serviços de comunicação.
O Lucas, que estava me pagando normalmente, só riu e disse: “Tu já comeu a fulana?”
Eu ri e respondi não – tinha namorada e a fulana era só minha conhecida, apesar de ser muito gostosa.
Então, ele largou a frase: “Pois trata de comer ela porque com grana eu me preocupo”.
Hoje eu não trabalho mais com o Lucas, mas somos grandes amigos de trago. Não, eu não papei a fulana. Aliás, nem cheguei perto disso e também nem era a fim.
Segunda história
O Matheus é meu atual chefe.
Ele é mais velho. Deve ter quase sessenta. Recentemente brigou com a namorada. Esses dias a gente tava conversando e ele me perguntou se eu estava namorando. Respondi que sim.
Logo depois, ele contou que estava solteiro, mas pegando umas coroas libertinas.
“Sábado, Cristian, peguei uma professora do Rosário (colégio Rosário) num bar. Levei lá pra casa. Rapaz, a mulher se agarrou de um jeito no meu pau e começou a mandar ver. Parecia eu tava tocando um trombone”.
Hahahahaha...adorei essa expressão: tocando um trombone.
terça-feira, 17 de abril de 2012
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Bonnie e Clyde
Essa quem contava era o Sandro. Ele jogava botão com a gente lá em Alegrete.
Dois caras (não sei o nome deles, sinceramente) bebiam na praça Getúlio Vargas. A cerveja acabou e os dois incautos tentaram conseguir bebida fiado em um trailler, ou como se diz em Alegrete, num carro lanche. Nada feito. O atendente do local negou a regalia.
Já pra lá de Bagdá, os caras fizeram a volta, entraram pela porta do trailler, deram uma garrafada no atendente e levaram uma garrafa de uísque – que devia ser o mais bagaceiro pra ser vendido no local.
O atendente chamou a polícia. Os manchurianos, como diria a bagulada lá do Alegrete, entraram praça adentro atrás dos guris. E os acharam facilmente: um currando o outro encostadinhos em uma árvore. Os “namorados” foram presos na hora.
Um dos jornais da cidade divulgava todas as ocorrências policiais. E como não poderia deixar de ser publicou esta, inclusive com detalhes da prisão e da cena de amor dos dois pombinhos.
O Sandro morava na Andradas e era vizinho de um dos rapazes. No mesmo dia da publicação, a mãe dele foi de casa em casa da vizinhança com o jornal na mão dizendo que era mentira. Não o roubo, mas sim a cena de amor. Ou seja, quem não tinha lido acabou sabendo do acontecido.
E a pobre senhora ainda foi contar para o Sandro, o maior fofoqueiro de Alegrete.
Dois caras (não sei o nome deles, sinceramente) bebiam na praça Getúlio Vargas. A cerveja acabou e os dois incautos tentaram conseguir bebida fiado em um trailler, ou como se diz em Alegrete, num carro lanche. Nada feito. O atendente do local negou a regalia.
Já pra lá de Bagdá, os caras fizeram a volta, entraram pela porta do trailler, deram uma garrafada no atendente e levaram uma garrafa de uísque – que devia ser o mais bagaceiro pra ser vendido no local.
O atendente chamou a polícia. Os manchurianos, como diria a bagulada lá do Alegrete, entraram praça adentro atrás dos guris. E os acharam facilmente: um currando o outro encostadinhos em uma árvore. Os “namorados” foram presos na hora.
Um dos jornais da cidade divulgava todas as ocorrências policiais. E como não poderia deixar de ser publicou esta, inclusive com detalhes da prisão e da cena de amor dos dois pombinhos.
O Sandro morava na Andradas e era vizinho de um dos rapazes. No mesmo dia da publicação, a mãe dele foi de casa em casa da vizinhança com o jornal na mão dizendo que era mentira. Não o roubo, mas sim a cena de amor. Ou seja, quem não tinha lido acabou sabendo do acontecido.
E a pobre senhora ainda foi contar para o Sandro, o maior fofoqueiro de Alegrete.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Morena deliciosa
Michele é uma morena de fechar o comércio, como diriam os mais antigos. Sempre a olhei com todo o respeito, pois era namorada de um amigo meu: o Fabiano. Filha de um treinador de fama razoável no RS e com passagem por um grande da dupla grenal, a moça era fanática por futebol e cerveja. Quer coisa melhor.
Depois da separação dos dois, vi algumas vezes a Michele na rua, mas ela não me cumprimentava. Me ignorava solenemente, como todas as gostosas devem fazer com caras como eu. No fundo, eu dava total razão para a morena.
A Michele tem uma irmã e um irmão. A irmã, reza a lenda, suingueira de primeira qualidade. Adorava ir no sofazão com o namorado e pegar minas e caras. Se bobeasse pegava animais e plantas carnívoras também. O Serguei ia gostar dela com certeza.
O irmão da Michele trabalha com uma amiga minha em uma secretaria e até onde eu sei tem um comportamento tradicional de funcionário público, ou seja, não fede nem cheira.
Um dia, estava eu tomando uma cerveja no Pinacoteca com três amigos. Na mesa ao lado, duas amigas minhas. Uma com o namorado e a outra sozinha. Elas resolveram sair pra balada e me convidaram. Um dos meus amigos, casado, declinou do convite, mas os outros dois toparam e fomos dar a tradicional esticadinha.
Com 30 minutos de festa, minha amiga e o namorado foram embora. A outra minha amiga é intocável, pois namora um grande camarada meu que estava viajando no dia. Pensei: essa festa não vai dar em nada. Mas eis que surge a Michele do nada.
Ela se dá muito bem com essa amiga minha e ficou na roda com a gente. A tiracolo trazia uma colega de trabalho. Bem interessante, mas muito alta pra mim, como quase todo o mundo é.
Fiquei de papo com essa colega da Michele. Ela tava triste - tinha brigado com o namorado e estava confusa. Por que confusa? Acontece que as duas tavam bebendo há horas e havia rolado dois selinhos e um beijo mais acalorado entre ambas. “Nunca tinha beijado uma mulher quanto mais uma amiga”, não parava de repetir a donzela.
A Michele, pelo que eu saquei, tava acostumada com a situação e não demonstrava nenhum tipo de constrangimento ou vergonha, ou seja, mulheres lhe agradavam tanto quanto homens.
A colega da Michele começou a se interessar por um dos meus amigos, o Rodrigo. Ele é casado e ficou meio assim, mas o lance das duas minas dando selinho na nossa frente tava enlouquecendo o rapaz.
Lá pelas tantas a colega da Michele foi em direção a morena e tascou um beijo cinematográfico par a toda a festa ver e curtir. Meu pau bateu no queixo neste momento de tanta excitação.
Após o ato, a menina se reprimiu. Despediu-se de todos rapidamente e sumiu da festa. A Michele ficou ali, impávida. Rebolando aquela bunda gostosa e libidinosa para todos os homens da festa.
Nada mais aconteceu naquela noite.
Meses depois encontrei a minha amiga, a Carla, que trabalha com o irmão da Michele. Contei a história pra ela. A resposta foi “nossa, que família”.
E eu como assim, o irmão dela é um santo, tu mesmo dizia isso, Carla?.
Que nada, Cristian, sabe com quem ele está transando atualmente? Disse ela.
Após um breve silêncio, ela revelou.
Com a própria madrasta. O pai dele tá muito doente e o “fulano” acabou cedendo as investidas da madrasta que já passa da casa dos 60 anos.
Eu fiquei perplexo, mas animado. Famílias assim não existem apenas em histórias. Elas existem na vida real também, pra minha alegria.
Fatos baseado em uma história real
Depois da separação dos dois, vi algumas vezes a Michele na rua, mas ela não me cumprimentava. Me ignorava solenemente, como todas as gostosas devem fazer com caras como eu. No fundo, eu dava total razão para a morena.
A Michele tem uma irmã e um irmão. A irmã, reza a lenda, suingueira de primeira qualidade. Adorava ir no sofazão com o namorado e pegar minas e caras. Se bobeasse pegava animais e plantas carnívoras também. O Serguei ia gostar dela com certeza.
O irmão da Michele trabalha com uma amiga minha em uma secretaria e até onde eu sei tem um comportamento tradicional de funcionário público, ou seja, não fede nem cheira.
Um dia, estava eu tomando uma cerveja no Pinacoteca com três amigos. Na mesa ao lado, duas amigas minhas. Uma com o namorado e a outra sozinha. Elas resolveram sair pra balada e me convidaram. Um dos meus amigos, casado, declinou do convite, mas os outros dois toparam e fomos dar a tradicional esticadinha.
Com 30 minutos de festa, minha amiga e o namorado foram embora. A outra minha amiga é intocável, pois namora um grande camarada meu que estava viajando no dia. Pensei: essa festa não vai dar em nada. Mas eis que surge a Michele do nada.
Ela se dá muito bem com essa amiga minha e ficou na roda com a gente. A tiracolo trazia uma colega de trabalho. Bem interessante, mas muito alta pra mim, como quase todo o mundo é.
Fiquei de papo com essa colega da Michele. Ela tava triste - tinha brigado com o namorado e estava confusa. Por que confusa? Acontece que as duas tavam bebendo há horas e havia rolado dois selinhos e um beijo mais acalorado entre ambas. “Nunca tinha beijado uma mulher quanto mais uma amiga”, não parava de repetir a donzela.
A Michele, pelo que eu saquei, tava acostumada com a situação e não demonstrava nenhum tipo de constrangimento ou vergonha, ou seja, mulheres lhe agradavam tanto quanto homens.
A colega da Michele começou a se interessar por um dos meus amigos, o Rodrigo. Ele é casado e ficou meio assim, mas o lance das duas minas dando selinho na nossa frente tava enlouquecendo o rapaz.
Lá pelas tantas a colega da Michele foi em direção a morena e tascou um beijo cinematográfico par a toda a festa ver e curtir. Meu pau bateu no queixo neste momento de tanta excitação.
Após o ato, a menina se reprimiu. Despediu-se de todos rapidamente e sumiu da festa. A Michele ficou ali, impávida. Rebolando aquela bunda gostosa e libidinosa para todos os homens da festa.
Nada mais aconteceu naquela noite.
Meses depois encontrei a minha amiga, a Carla, que trabalha com o irmão da Michele. Contei a história pra ela. A resposta foi “nossa, que família”.
E eu como assim, o irmão dela é um santo, tu mesmo dizia isso, Carla?.
Que nada, Cristian, sabe com quem ele está transando atualmente? Disse ela.
Após um breve silêncio, ela revelou.
Com a própria madrasta. O pai dele tá muito doente e o “fulano” acabou cedendo as investidas da madrasta que já passa da casa dos 60 anos.
Eu fiquei perplexo, mas animado. Famílias assim não existem apenas em histórias. Elas existem na vida real também, pra minha alegria.
Fatos baseado em uma história real
terça-feira, 27 de março de 2012
Sorte na vida
Nelson Rodrigues dizia: “A gente tem que ter sorte até na hora de chupar um chicabom”. Como sempre o dramaturgo estava correto. Afinal podemos nos engasgar com o palito e morrer.
Em 2008, atuava numa frente de trabalho na cidade de Rio das Ostras, região dos Lagos no Rio de Janeiro. O pagamento sempre rolava na segunda quinzena, mas grana não era a minha maior preocupação, pois morava em uma pousada paga pela empresa. E todos os meus outros gastos ficavam na conta do local e pagava quando eu queria. Ideal para um cara completamente desorganizado financeiramente como eu.
Dois meses depois a minha namorada foi me visitar. Como ela era clientes do Banrisul, antes de sair de Porto Alegre depositou um dinheiro na minha conta no Banco do Brasil pra gente viajar pela região. O roteiro estava definido: primeira final de semana Búzio e Cabo Frio. Segundo final de semana Saquarema e Arraial do Cabo.
A gente fez muita festa na chegada dela e acabamos gastando mais do que o esperado. Na quarta, ela disse, vou pedir pra minha mãe sacar na minha conta e depositar mais dinheiro na tua pra gente viajar tranquilo. Eu respondi que não precisava, pois deveria receber na sexta e teríamos dinheiro mais do que o suficiente para viajáramos (minha conta tava pra lá de estourada).
Sábado de manhã saímos da pousada a beira-mar e fomos para o Centro da cidade. Antes de pegarmos a van para Búzios passamos no banco para sacar. Nada feito. Eu não tinha recebido. Ela ficou puta da cara e começou a me mijar. Irresponsável, foi o mais brando dos “adjetivos”.
Foi foda. Pensei: estraguei tudo como sempre. Porém, em dois meses na cidade, eu tinha feito amizade com muita gente. Principalmente duas meninas: Renata e Roberta. Ambas trabalhavam em Rio das Ostras, mas moravam em cidades vizinhas. Elas iam todos os finais de semana para casa. Só qeu eu resolvi arriscar e liguei. Primeiro pra Roberta. Quando contei o problema, ela começou a rir.
“Gaúcho você tem muita sorte. Eu não viajei. To aqui no Centro agora, há duas quadras do banco, e tenho na carteira exatamente o valor que tu precisa (cerca de 200 reais)”.
Ela em emprestou e eu e minha namorada viajamos na boa pra Búzios. Na hora certa e com a grana certa, meio que contada, mas suficiente, pois outras coisas pagaríamos no cartão.
Mas a sorte resolvi me sorrir outra vez. Em meio as dezenas de praias de Búzios, optamos por ir na Azedinha, mais calma e bonita que a Azeda. Eu conheço uma pessoa em na cidade: o Beto, meu colega de trabalho em Rio das Ostras.
E o cara tava lá. Passamos uma tarde du caralho com ele e as filhas pequenas e ainda filei um almoço (às cinco da tarde) perfeito na casa do cara.
É meu camarada, nesta a vida a sorte é mais Fo que importante, ela é fundamental.
Em 2008, atuava numa frente de trabalho na cidade de Rio das Ostras, região dos Lagos no Rio de Janeiro. O pagamento sempre rolava na segunda quinzena, mas grana não era a minha maior preocupação, pois morava em uma pousada paga pela empresa. E todos os meus outros gastos ficavam na conta do local e pagava quando eu queria. Ideal para um cara completamente desorganizado financeiramente como eu.
Dois meses depois a minha namorada foi me visitar. Como ela era clientes do Banrisul, antes de sair de Porto Alegre depositou um dinheiro na minha conta no Banco do Brasil pra gente viajar pela região. O roteiro estava definido: primeira final de semana Búzio e Cabo Frio. Segundo final de semana Saquarema e Arraial do Cabo.
A gente fez muita festa na chegada dela e acabamos gastando mais do que o esperado. Na quarta, ela disse, vou pedir pra minha mãe sacar na minha conta e depositar mais dinheiro na tua pra gente viajar tranquilo. Eu respondi que não precisava, pois deveria receber na sexta e teríamos dinheiro mais do que o suficiente para viajáramos (minha conta tava pra lá de estourada).
Sábado de manhã saímos da pousada a beira-mar e fomos para o Centro da cidade. Antes de pegarmos a van para Búzios passamos no banco para sacar. Nada feito. Eu não tinha recebido. Ela ficou puta da cara e começou a me mijar. Irresponsável, foi o mais brando dos “adjetivos”.
Foi foda. Pensei: estraguei tudo como sempre. Porém, em dois meses na cidade, eu tinha feito amizade com muita gente. Principalmente duas meninas: Renata e Roberta. Ambas trabalhavam em Rio das Ostras, mas moravam em cidades vizinhas. Elas iam todos os finais de semana para casa. Só qeu eu resolvi arriscar e liguei. Primeiro pra Roberta. Quando contei o problema, ela começou a rir.
“Gaúcho você tem muita sorte. Eu não viajei. To aqui no Centro agora, há duas quadras do banco, e tenho na carteira exatamente o valor que tu precisa (cerca de 200 reais)”.
Ela em emprestou e eu e minha namorada viajamos na boa pra Búzios. Na hora certa e com a grana certa, meio que contada, mas suficiente, pois outras coisas pagaríamos no cartão.
Mas a sorte resolvi me sorrir outra vez. Em meio as dezenas de praias de Búzios, optamos por ir na Azedinha, mais calma e bonita que a Azeda. Eu conheço uma pessoa em na cidade: o Beto, meu colega de trabalho em Rio das Ostras.
E o cara tava lá. Passamos uma tarde du caralho com ele e as filhas pequenas e ainda filei um almoço (às cinco da tarde) perfeito na casa do cara.
É meu camarada, nesta a vida a sorte é mais Fo que importante, ela é fundamental.
sexta-feira, 16 de março de 2012
O maldito detalhe
História baseada em fatos reais
Rafaela era a típica princesinha do papai. Bem comportada, boas notas na escola, um exemplo de filha. Aos 18 anos entrou na faculdade de psicologia na UFRGS. Começou a estudar Freud com entusiasmo.
As teorias sobre sexo do austríaco enlouqueceram a menina, mas só na teoria, pois na prática continuava sendo a mesma princesinha imaculada do papai.
Tempos depois, Rafaela casou com um homem de negócios. Foi a esposa perfeita durante quinze anos. Até que um dia conheceu, durante um evento do Rotary ou coisas do tipo, um fotógrafo.
Rodrigo era alto, charmoso, olhos claros e corpo atlético. Bom de papo partiu pra cima de Rafaela sem dó, nem piedade. A psicóloga conseguiu escapar dos ataques incessantes do predador, mas uma frase ficou na sua cabeça: “Qual a tua vontade sexual mais secreta?”, questionou Rodrigo em um dos tantos emails trocados depois do primeiro encontro.
Rafaela não respondeu. Aliás, ela escondia esse desejo até mesmo da sua terapeuta. Só um amigo muito íntimo conhecia: o sonho de Rafaela era ser o sanduiche entre dois rapazes.
Os anos passaram e o relacionamento de Rafaela, que nunca foi um case de sucesso do programa da Sue Jonhson, ficou mais congelado que africano morando no Poló Norte.
Aí, um certo dia, ela tomou uma decisão. Reativou o contato com o Rodrigo e contou-lhe o seu desejo íntimo.
Rodrigo, sacana, como todo o fotógrafo e jornalista, topou a empreitada na hora: marcou hora e local.
Pegou Rafaela no consultório onde trabalhava a nossa heroína, e a levou para o matadouro, quer dizer Motel. Lá esperavam os dois, Henrique – uma espécie rara do digno amante latino, pelo menos na aparência. Olhos escuros, pele bem morena, cabelos lisos e músculos salientes a lhe adornarem braços, tórax e pernas.
A noite tinha tudo para ser perfeita não fosse um, como diríamos, MÍNIMO detalhe: o pau dos dois era muito, mas muito pequeno. A noite perfeita de Rafaela, com a qual ela sonhara durante anos e anos, virou um pesadelo. Ela não sentiu prazer nenhum....
Rafela continua com o marido e as suas maiores peripécias sexauis hoje são jogar bingo com a sogra e vareta com o sogro!
Rafaela era a típica princesinha do papai. Bem comportada, boas notas na escola, um exemplo de filha. Aos 18 anos entrou na faculdade de psicologia na UFRGS. Começou a estudar Freud com entusiasmo.
As teorias sobre sexo do austríaco enlouqueceram a menina, mas só na teoria, pois na prática continuava sendo a mesma princesinha imaculada do papai.
Tempos depois, Rafaela casou com um homem de negócios. Foi a esposa perfeita durante quinze anos. Até que um dia conheceu, durante um evento do Rotary ou coisas do tipo, um fotógrafo.
Rodrigo era alto, charmoso, olhos claros e corpo atlético. Bom de papo partiu pra cima de Rafaela sem dó, nem piedade. A psicóloga conseguiu escapar dos ataques incessantes do predador, mas uma frase ficou na sua cabeça: “Qual a tua vontade sexual mais secreta?”, questionou Rodrigo em um dos tantos emails trocados depois do primeiro encontro.
Rafaela não respondeu. Aliás, ela escondia esse desejo até mesmo da sua terapeuta. Só um amigo muito íntimo conhecia: o sonho de Rafaela era ser o sanduiche entre dois rapazes.
Os anos passaram e o relacionamento de Rafaela, que nunca foi um case de sucesso do programa da Sue Jonhson, ficou mais congelado que africano morando no Poló Norte.
Aí, um certo dia, ela tomou uma decisão. Reativou o contato com o Rodrigo e contou-lhe o seu desejo íntimo.
Rodrigo, sacana, como todo o fotógrafo e jornalista, topou a empreitada na hora: marcou hora e local.
Pegou Rafaela no consultório onde trabalhava a nossa heroína, e a levou para o matadouro, quer dizer Motel. Lá esperavam os dois, Henrique – uma espécie rara do digno amante latino, pelo menos na aparência. Olhos escuros, pele bem morena, cabelos lisos e músculos salientes a lhe adornarem braços, tórax e pernas.
A noite tinha tudo para ser perfeita não fosse um, como diríamos, MÍNIMO detalhe: o pau dos dois era muito, mas muito pequeno. A noite perfeita de Rafaela, com a qual ela sonhara durante anos e anos, virou um pesadelo. Ela não sentiu prazer nenhum....
Rafela continua com o marido e as suas maiores peripécias sexauis hoje são jogar bingo com a sogra e vareta com o sogro!
segunda-feira, 5 de março de 2012
A vida como ela é
Mais uma história verdadeira da Ângela “Nelson Rodrigues” Câmara.
Três amigos inseparáveis – vamos chamá-los de Roberto, Guilherme e Sandro – desde a adolescência e com vários planos juntos. Chamavam a si mesmo de "Os Três Mosqueteiros".
Entre um relacionamento e outro, montaram vida e casaram respectivamente com Julia, Glória e Valéria. Julia e Valéria, eram inclusive colegas de trabalho.
Os casais iam para a praia juntos. Viajavam juntos e sonhavam em morar todos num condomínio fechado, onde seriam vizinhos e veriam seus filhos crescerem como irmãos.
Entretanto, Julia notou que Valéria estava estranha no trabalho. Não deu outra, a amiga estava tendo um caso. O homem além de ser casado era o chefe das duas.
Julia contou para o marido, Roberto. O mesmo, com o coração dilacerado, tomou uma das decisões mais delicadas da sua vida: resolveu ocultar do amigo o caso da mulher. Pensava ele ser apenas algo fortuito e não tinha coragem de ser o pivô, ou pelo menos o interlocutor, do final do relacionamento. Até porque Sandro endeusava Valéria.
Mas o tempo passou e o caso não esfriou pelo contrário esquentou e muito. O chefe de Julia e Valéria separou-se da mulher e assumiu a amante.
Valéria contou a notícia friamente a Sandro e nunca mais quis vê-lo. O rapaz encarou o diabo de frente. Foi ao inferno, mas não voltou. Só chorava na presença dos amigos e da esposa. Virou um farrapo humano.
Triste com tudo aquilo, Guilherme, o outro mosqueteiro do trio, convidou Sandro para uma cerveja. Conversou durante uma hora com o amigo e ressaltou que já havia notado Valéria dando bola pra outros homens. Sandro não acreditou. Apesar da traição, ele ainda considerava a ex-mulher integra e apenas vítima de um grande caso de amor.
Guilherme cansado daquela situação: abriu o jogo. “Cara, eu transei com a tua mulher enquanto tu trabalhavas. Na tua casa! Na tua cama!”
Se fosse uma crônica de Nelson Rodrigues, Sandro abraçaria Guilherme e diria: “então só tu sabe a dor que eu estou sentindo”
Mas, infelizmente, nem sempre a vida é como ela é e Sandro aplicou um direto na cara de Guilherme. Ali acabou a grande amizade e os sonhos de morar todos juntinhos, no sentido figurado, na mesma vizinhança...
Três amigos inseparáveis – vamos chamá-los de Roberto, Guilherme e Sandro – desde a adolescência e com vários planos juntos. Chamavam a si mesmo de "Os Três Mosqueteiros".
Entre um relacionamento e outro, montaram vida e casaram respectivamente com Julia, Glória e Valéria. Julia e Valéria, eram inclusive colegas de trabalho.
Os casais iam para a praia juntos. Viajavam juntos e sonhavam em morar todos num condomínio fechado, onde seriam vizinhos e veriam seus filhos crescerem como irmãos.
Entretanto, Julia notou que Valéria estava estranha no trabalho. Não deu outra, a amiga estava tendo um caso. O homem além de ser casado era o chefe das duas.
Julia contou para o marido, Roberto. O mesmo, com o coração dilacerado, tomou uma das decisões mais delicadas da sua vida: resolveu ocultar do amigo o caso da mulher. Pensava ele ser apenas algo fortuito e não tinha coragem de ser o pivô, ou pelo menos o interlocutor, do final do relacionamento. Até porque Sandro endeusava Valéria.
Mas o tempo passou e o caso não esfriou pelo contrário esquentou e muito. O chefe de Julia e Valéria separou-se da mulher e assumiu a amante.
Valéria contou a notícia friamente a Sandro e nunca mais quis vê-lo. O rapaz encarou o diabo de frente. Foi ao inferno, mas não voltou. Só chorava na presença dos amigos e da esposa. Virou um farrapo humano.
Triste com tudo aquilo, Guilherme, o outro mosqueteiro do trio, convidou Sandro para uma cerveja. Conversou durante uma hora com o amigo e ressaltou que já havia notado Valéria dando bola pra outros homens. Sandro não acreditou. Apesar da traição, ele ainda considerava a ex-mulher integra e apenas vítima de um grande caso de amor.
Guilherme cansado daquela situação: abriu o jogo. “Cara, eu transei com a tua mulher enquanto tu trabalhavas. Na tua casa! Na tua cama!”
Se fosse uma crônica de Nelson Rodrigues, Sandro abraçaria Guilherme e diria: “então só tu sabe a dor que eu estou sentindo”
Mas, infelizmente, nem sempre a vida é como ela é e Sandro aplicou um direto na cara de Guilherme. Ali acabou a grande amizade e os sonhos de morar todos juntinhos, no sentido figurado, na mesma vizinhança...
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Navalha na carne
Seu Chico era o tipo de cara que todos gostavam. As pessoas o cumprimentavam sorrido, exemplo clássico de afeto e confiança. Trabalhava como carroceiro em Alegrete e sempre era visto pelas ruas secundárias da cidade carregando um dos seus inúmeros filhos a tira colo.
Acontece que o seu Chico tinha uma mulher bem mais nova. E como a maioria das mulheres bem mais novas ela resolveu socializar o que era só do Seu Chico e saiu distribuindo afeto por toda a vila onde moravam.
Mas antes que o carroceiro descobrisse, ela resolveu acabar com a relação. Virou o banquete da galera. Seu Chico, coitado, andava desolado. Todo mundo tava passando o pincel na sua mulher.
Um dia o Seu Chico resolveu tomar todas no boteco da esquina da sua antiga casa – a mulher havia lhe mandado embora sem ternura e sem afeto – e foi lá conferir o quer a madame andava aprontando. Porém, na casa apenas os filhos menores. Quem tomava conta da turma era Tatiana, de 7 anos. A mulher e as duas filhas mais velhas foram para o bailão.
Furioso, o homem resolveu não esperar. Dois dias depois visitou a mulher. Para não pagar o mico de ex-marido enciumado, resolveu distorcer a verdadeira razão da fúria. “Puta que pariu como tu pode deixar as crianças sozinhas de noite sua vaca?”, indagou com elegância.
Chico ameaçou a ex-companheira: “se isso acontecer de novo tu vai te arrepender”, disparou.
Duas semanas depois, mais precisamente em um sábado, com um litro de cachaça na cabeça o carroceiro resolveu dar uma incerta no antigo barraco. E encontrou a mesma cena. Tatiana sozinha cuidando dos menores. Não teve dúvida. Tirou uma navalha do bolso e degolou a menina.
Depois do crime caminhou pra casa onde foi encontrado pela polícia horas depois. Ao lado da cama onde dormia apenas um porta retrato com uma foto de Chico segurando a menina Tatiana no colo. Os dois sorrindo.
OBS: Essa história é baseada em fatos reais e aconteceu no meu Alegrete.
Acontece que o seu Chico tinha uma mulher bem mais nova. E como a maioria das mulheres bem mais novas ela resolveu socializar o que era só do Seu Chico e saiu distribuindo afeto por toda a vila onde moravam.
Mas antes que o carroceiro descobrisse, ela resolveu acabar com a relação. Virou o banquete da galera. Seu Chico, coitado, andava desolado. Todo mundo tava passando o pincel na sua mulher.
Um dia o Seu Chico resolveu tomar todas no boteco da esquina da sua antiga casa – a mulher havia lhe mandado embora sem ternura e sem afeto – e foi lá conferir o quer a madame andava aprontando. Porém, na casa apenas os filhos menores. Quem tomava conta da turma era Tatiana, de 7 anos. A mulher e as duas filhas mais velhas foram para o bailão.
Furioso, o homem resolveu não esperar. Dois dias depois visitou a mulher. Para não pagar o mico de ex-marido enciumado, resolveu distorcer a verdadeira razão da fúria. “Puta que pariu como tu pode deixar as crianças sozinhas de noite sua vaca?”, indagou com elegância.
Chico ameaçou a ex-companheira: “se isso acontecer de novo tu vai te arrepender”, disparou.
Duas semanas depois, mais precisamente em um sábado, com um litro de cachaça na cabeça o carroceiro resolveu dar uma incerta no antigo barraco. E encontrou a mesma cena. Tatiana sozinha cuidando dos menores. Não teve dúvida. Tirou uma navalha do bolso e degolou a menina.
Depois do crime caminhou pra casa onde foi encontrado pela polícia horas depois. Ao lado da cama onde dormia apenas um porta retrato com uma foto de Chico segurando a menina Tatiana no colo. Os dois sorrindo.
OBS: Essa história é baseada em fatos reais e aconteceu no meu Alegrete.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Pegadora é apelido
Uma conhecida minha me deu as seguintes informações num dia destes. Entre namoro e casamento está há dezesseis anos com um cara. Nunca traiu. Entre a primeira vez e o marido teve apenas três anos de solteirice com vida sexual ativa. Sabe com quantos homens ela transou (tudo devidamente catalogado, segundo a nossa protagonista)?
Cento e seis, meu velho. Em três míseros aninhos. Essa sim é pegadora. Nunca mais me falem de Renato Gaúcho, Gene Simmons do Kiss, Warren Beatty, Maurício Macedo ou Niti.
Cento e seis, meu velho. Em três míseros aninhos. Essa sim é pegadora. Nunca mais me falem de Renato Gaúcho, Gene Simmons do Kiss, Warren Beatty, Maurício Macedo ou Niti.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Três beijinhos...
Essa quem me contou foi um amigo bem chegado. Vou chamar o cara de Lucas e a namorada dele de Francesca.
O Lucas namorava a Francesca há bastante tempo. Completamente apaixonado. Porém, um dia resolver dar uma puladinha de cerca básica. Conheceu uma menina e as coisas foram acontecendo naturalmente.
Em uma bela tarde, resolveu fazer um convite para a concubina: “vamos tomar uma cerveja na zona Sul, no bar tal?”.
A menina prontamente concordou e lá foram os pombinhos tomar cerveja na zona Sul em plena segunda-feira.
Depois de uns amassos no carro, o meu amigo resolveu mesmo ir comprar a tal cerveja. Como um cavalheiro pediu licença a moçoila e entrou num bar da região. Caminhava cheio de ginga por entre as mesas vazias do bar, afinal era um verdadeiro garanhão: tinha namorada e ainda tava metendo uma gostosinha por fora.
Pediu a ceva. Encheu dois copos plásticos e enquanto se preparava para voltar ao carro, notou dois pares de olhos fixos na sua presença. Na única mesa ocupada do bar estavam a sua cunhada (a irmã da dita cuja mesmo, pois nosso herói é filho único) e o namorado dela.
Nervoso e debutante na arte do adultério, nosso herói ficou tenso e não conseguiu articular nenhuma desculpa plausível. Para piorar, antes de iniciar qualquer tipo de conversa com o casal, ele deu três beijinhos nela...e nele.
Sim, a sua pequena traição foi perdoada, mas imaginem como foi durante anos conviver nas festas de família com o concunhado depois de ter dado três meigos beijinhos no rapaz...
O Lucas namorava a Francesca há bastante tempo. Completamente apaixonado. Porém, um dia resolver dar uma puladinha de cerca básica. Conheceu uma menina e as coisas foram acontecendo naturalmente.
Em uma bela tarde, resolveu fazer um convite para a concubina: “vamos tomar uma cerveja na zona Sul, no bar tal?”.
A menina prontamente concordou e lá foram os pombinhos tomar cerveja na zona Sul em plena segunda-feira.
Depois de uns amassos no carro, o meu amigo resolveu mesmo ir comprar a tal cerveja. Como um cavalheiro pediu licença a moçoila e entrou num bar da região. Caminhava cheio de ginga por entre as mesas vazias do bar, afinal era um verdadeiro garanhão: tinha namorada e ainda tava metendo uma gostosinha por fora.
Pediu a ceva. Encheu dois copos plásticos e enquanto se preparava para voltar ao carro, notou dois pares de olhos fixos na sua presença. Na única mesa ocupada do bar estavam a sua cunhada (a irmã da dita cuja mesmo, pois nosso herói é filho único) e o namorado dela.
Nervoso e debutante na arte do adultério, nosso herói ficou tenso e não conseguiu articular nenhuma desculpa plausível. Para piorar, antes de iniciar qualquer tipo de conversa com o casal, ele deu três beijinhos nela...e nele.
Sim, a sua pequena traição foi perdoada, mas imaginem como foi durante anos conviver nas festas de família com o concunhado depois de ter dado três meigos beijinhos no rapaz...
Vai uma merdinha aí
A minha namorada, a Ângela, é o Nelson Rodrigues de saia. Ela sai com cada história que faria o maior dramaturgo brasileiro ficar corado de vergonha ou de entusiasmo. Olha essa: nos tempos do Anchieta ela tinha uma colega de aula cujo o pai era dono de algumas boates em Porto Alegre.
A amizade continuou mesmo após o fim do colégio. Uma noite a amiga convidou a Ângela para ir no aniversário do pai em uma boate bem famosa da capital. A festa tava ótima, mas lá pelas tantas a minha namorada notou que o pai da amiga não descolava de um cara fortão, mas não quis comentar.
Cerveja goela abaixo a amiga confidenciou: meu pai é gay. Segundo ainda ela, a mãe teria ficado tão chocada com a revelação que surtou ao ponto de comer cocô - isso mesmo com o acento circunflexo.
Os anos passaram e a amizade também. Mais de quinze anos depois a Ângela encontrou a mãe da sua amiga em Tramandaí. A senhora estava muito bem, nem parecia que havia degustadao dezenas de cagalhões ao longo da vida. Feliz da vida, a mina namorada resolver perguntar pela antiga amiga de quem tinha poucas notícias, sabia que havia se casado e comprado uma cobertura na Bela Vista.
A resposta não poderia ser mais trágica. “A fulana está na Pinel”, disse a mãe.´
Como assim, questionou a Ângela?
“É que anos depois do casamento, ela encontrou o marido com outro homem na cama”, explicou a senhora.
Bem pelo menos a filha nunca comeu cocô até onde eu saiba...
A amizade continuou mesmo após o fim do colégio. Uma noite a amiga convidou a Ângela para ir no aniversário do pai em uma boate bem famosa da capital. A festa tava ótima, mas lá pelas tantas a minha namorada notou que o pai da amiga não descolava de um cara fortão, mas não quis comentar.
Cerveja goela abaixo a amiga confidenciou: meu pai é gay. Segundo ainda ela, a mãe teria ficado tão chocada com a revelação que surtou ao ponto de comer cocô - isso mesmo com o acento circunflexo.
Os anos passaram e a amizade também. Mais de quinze anos depois a Ângela encontrou a mãe da sua amiga em Tramandaí. A senhora estava muito bem, nem parecia que havia degustadao dezenas de cagalhões ao longo da vida. Feliz da vida, a mina namorada resolver perguntar pela antiga amiga de quem tinha poucas notícias, sabia que havia se casado e comprado uma cobertura na Bela Vista.
A resposta não poderia ser mais trágica. “A fulana está na Pinel”, disse a mãe.´
Como assim, questionou a Ângela?
“É que anos depois do casamento, ela encontrou o marido com outro homem na cama”, explicou a senhora.
Bem pelo menos a filha nunca comeu cocô até onde eu saiba...
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Se gritar pega ladrão, não fica um mermão...
Tenho me dedicado com atenção as notícias sobre as fraudes no Programa Segundo Tempo do Governo Federal. O poder mexe com as pessoas. Chove escândalos em todas as esferas envolvendo os três poderes e empresários corruptores e corruptos. Agora, a bola da vez são as ONGs. A revista Veja, aliás, avacalhou com o terceiro setor nas reportagens dos esquemas do ministro Orlando Silva.
Eu trabalho no terceiro setor e tem muita picaretagem mesmo neste setor. Não é o caso de onde atuo. Meu chefe é um cara chato. Examina cada real gasto no projeto. Muito legal, prova a seriedade da nossa proposta. Embasada nos resultados. Começamos com atividades em sete escolas e hoje já são 19.
Mas voltando ao primeiro parágrafo. A população comum resta o sentimento de impotência a cada falcatruagem divulgada. E as cifras sempre são assombrosas. Neguinho nunca rouba milzinho, sé de milhão pra cima. A galerinha lá do Amapá meteu bilhãozinho no bolso. Todo mundo foi em cana em 2010. Todo mundo tá soltinho em 2011.
Eu sinceramente acho que ainda seria pior, bem pior, se a galera não tivesse medo de ter o nome divulgado na coluna policial dos jornais.
E quando tu vê os esquemas quase cai da cadeira. Uns são bem bolados, mas outros são tosco. Nego mete a mão na cara dura e lança endereço que não existe. Parece ser bem fácil “enganar” o Estado e meter a mão no dinheiro público. Também quem tem o papel de fiscalizar tá sempre envolvido, vide a galera do Tribunal de Contas do RS.
A vida é foda pra nós, veio. Pra essa galera é uma barbada.
Eu trabalho no terceiro setor e tem muita picaretagem mesmo neste setor. Não é o caso de onde atuo. Meu chefe é um cara chato. Examina cada real gasto no projeto. Muito legal, prova a seriedade da nossa proposta. Embasada nos resultados. Começamos com atividades em sete escolas e hoje já são 19.
Mas voltando ao primeiro parágrafo. A população comum resta o sentimento de impotência a cada falcatruagem divulgada. E as cifras sempre são assombrosas. Neguinho nunca rouba milzinho, sé de milhão pra cima. A galerinha lá do Amapá meteu bilhãozinho no bolso. Todo mundo foi em cana em 2010. Todo mundo tá soltinho em 2011.
Eu sinceramente acho que ainda seria pior, bem pior, se a galera não tivesse medo de ter o nome divulgado na coluna policial dos jornais.
E quando tu vê os esquemas quase cai da cadeira. Uns são bem bolados, mas outros são tosco. Nego mete a mão na cara dura e lança endereço que não existe. Parece ser bem fácil “enganar” o Estado e meter a mão no dinheiro público. Também quem tem o papel de fiscalizar tá sempre envolvido, vide a galera do Tribunal de Contas do RS.
A vida é foda pra nós, veio. Pra essa galera é uma barbada.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Bandeira Branca Amor

Essa história aconteceu com três amigos meus. Eu não estava presente ao encontro, mas segundos testemunhas o trago foi forte na casa da Kully em Tramandaí. Entrou noite adentro. O sol saindo e a cerveja entrando. Ninguém mais conseguia falar, mas ainda havia sede a ser saciada e o Niti, o Diego e o Dani resolveram continuar bebendo enquanto os outros iam dormir.
Para não incomodar a galera, saíram em peregrinação pelos bares da cidade. Por volta das 11h30min chegaram a um restaurante e pediram cerveja. O estado dos três era lamentável e o dono se negou a servi-los. Ok. Ok, nada. Levantaram calmamente, caminha até a janela do restaurante e mostraram a bunda.
Feito o ato de rebeldia digno de uma criança de 10 anos, atravessaram a rua e sentaram no bar da frente. E continuaram a beber. Sei lá quanto tempo depois chegou a polícia e deu voz de prisão para os camaradas. Motivo: atentado ao pudor.
O resto foi o de sempre, muita explicação e explicação. Eles juram de pé junto que não passaram a tarde no xadrez. Porém, um traficante de Tramandaí do qual sou cliente fiel, me garantiu que dois homens dele curraram três playboys uma tarde inteirinha na cadeia da cidade ao som de Bandeira Branca Amor, no melhor estilo da peça Toda a Nudez Será Castigada, de Nelson Rodrigues.
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
A era da inocência
Morei seis anos em Rio Grande. Seis anos no Marcílio Dias, um conjunto de vinte blocos de dezesseis apartamentos cada em frente ao campo do São Paulo. Hoje o lugar mais parece um livro do Aluísio Azevedo, mas passei momentos felizes lá. Morava no bloco 3B. No 3A residia uma guria cujo o apelido era Birila. Ela é a personagem que abre as minhas três histórias de hoje.
Fiz a sétima e oitava no Juvenal Muller. Tinham dois caminhos para ir da escola até a minha casa. Ou pegava ônibus na praça ou na rua do Lemos Júnior (não lembro o nome). Na primeira opção, passavam mais ônibus, mas a chance de ir sentado era quase nula. Na segunda, pegava o FURG. O coletivo vinha do campus da cidade, onde havia menos cursos, então a opção garantia vários bancos sobrando pelo menos até passar no Centro.
A minha companheira de FURG era a Renata. Ela morava lá na casa do caralho e era obrigada a pegar esse ônibus que ia até o campus da univesidade que ficava uns dois quilômetros pra lá da casa do caralho. Às vezes pechava com a Birila no coletivo. Ela sempre estava em pé, mesmo com vários lugares vagos. Na inocência dos meus dozes anos, nem sonhava com o motivo.
Quem me explicou foi o Mauro, uns dois anos mais velhos que eu. Ele estudava no Bibiano de Freitas, e de vez em quando pechava com a Birila no ônibus também. Como a parada do Colégio dele era bem depois, o Mauro sempre ficava em pé e me revelou o seguinte: “cara a Birila gosta de ficar no corredor pros caras encoxarem ela. Eu mesmo já fui ali várias vezes.”
Putz a guria tinha uns quinze anos e já tinha toda essa maldade. Era profissional mesmo. Mas nada perto da personagem da minha segunda história: a prima do Ziquinho; Não teho a mínima idéia do nome do Ziquinho. Ele morava no 4A e tinha uma prima que não morava nos blocos (acho até que nem morava em Rio Grande), mas gozava de muito prestígio entre a gurizada.
Conforme a lenda local, todos os guris acima de 15 anos, e uns abaixo também, já tinham papado a prima do Ziquinho. O Alessandro, vulgo Negãozinho (o Alam da Franzem sabe de quem eu estou falando), contava uma história no mínimo escabrosa. Um dia a galera marcou de comer a prima do Ziquinho por volta das dez horas atrás do muro dos blocos, na “prainha da Lagoa”, na verdade um monte de areia suja coberta por uma vegetação digna de filme de terror. Árvores podres cheia de galhos retorcidos.
O Alessandro acordou uma dez e meia e já correu para o fundo do edifício. Lá, segundo ele, já havia um fila de meninos de várias idades “esperando a vez”. O negãozinho era um sujeito precoce. Apesar dos 11 anos, já tinha a malandragem digna de orgulhar o Bezerra da Silva.
Furou a fila, pulou o muro e esperou o Cabelo fazer o serviço, pra começar o dele. Sinceramente, não sei se o que eles faziam é o que eu chamo de transa, mas algo acontecia e eu não ficava nem um pouco triste por não saber. Nunca fui convocado para traçar a prima do Ziquinho. Pois sempre quando a moça aparecia para distribuir mimos para a gurizada eu não estava em Rio Grande.
Pura sorte, eu nem havia beijado na época, quanto mais transado. Acho que nenhum psicólogo teria indicado uma criança iniciar sua vida sexual com um gang bang.
A terceira personagem não tem nada a ver com as duas primeiras. O nome dela Karen. Eu devia ter uns onze anos e uma timidez estilo Luis Fernando Veríssimo. Um dia abri minha grande boca e comentei com os guris enquanto jogava uma partida de botão em um estrelão no andar onde morava o Alam: “a Karen é bonitinha.” Não lembro se alguém concordou. Só lembro de minutos depois, acontecer o maior desastre para um menino dessa idade. A Karen tava “a fim de mim”.
Fudeu. Até ali eu escapava do famigerado primeiro beijo com a frase acho a fulana ou a beltrana feia. Ninguém questionava, mas agora eu tinha elogiado a menina minutos antes. Rolou pressão, mas eu escapei sei lá como. Ela era da minha idade, mas se dava bem com a minha irmã e foi convidada para o aniversário da Flávia.
Eu dancei várias músicas com ela, já tinha uns doze ou treze, e fiquei morrendo de vontade de beijá-la, mas, como tudo na minha vida, pipoquei. Fui embora de Rio Grande nos meses seguintes e nunca mais tive notícias dela. Fui dar o meu primeiro beijo, com 14 anos, numa guria bonitinha e otária pra caralho (ela namorava um amigo meu, fui canalha desde cedo).
Resumundo, minha vida em Rio Grande foi um tédio absoluto. Não encoxei a Birila, não comi a prima do Ziquinho e não beijei a Karen...
Fiz a sétima e oitava no Juvenal Muller. Tinham dois caminhos para ir da escola até a minha casa. Ou pegava ônibus na praça ou na rua do Lemos Júnior (não lembro o nome). Na primeira opção, passavam mais ônibus, mas a chance de ir sentado era quase nula. Na segunda, pegava o FURG. O coletivo vinha do campus da cidade, onde havia menos cursos, então a opção garantia vários bancos sobrando pelo menos até passar no Centro.
A minha companheira de FURG era a Renata. Ela morava lá na casa do caralho e era obrigada a pegar esse ônibus que ia até o campus da univesidade que ficava uns dois quilômetros pra lá da casa do caralho. Às vezes pechava com a Birila no coletivo. Ela sempre estava em pé, mesmo com vários lugares vagos. Na inocência dos meus dozes anos, nem sonhava com o motivo.
Quem me explicou foi o Mauro, uns dois anos mais velhos que eu. Ele estudava no Bibiano de Freitas, e de vez em quando pechava com a Birila no ônibus também. Como a parada do Colégio dele era bem depois, o Mauro sempre ficava em pé e me revelou o seguinte: “cara a Birila gosta de ficar no corredor pros caras encoxarem ela. Eu mesmo já fui ali várias vezes.”
Putz a guria tinha uns quinze anos e já tinha toda essa maldade. Era profissional mesmo. Mas nada perto da personagem da minha segunda história: a prima do Ziquinho; Não teho a mínima idéia do nome do Ziquinho. Ele morava no 4A e tinha uma prima que não morava nos blocos (acho até que nem morava em Rio Grande), mas gozava de muito prestígio entre a gurizada.
Conforme a lenda local, todos os guris acima de 15 anos, e uns abaixo também, já tinham papado a prima do Ziquinho. O Alessandro, vulgo Negãozinho (o Alam da Franzem sabe de quem eu estou falando), contava uma história no mínimo escabrosa. Um dia a galera marcou de comer a prima do Ziquinho por volta das dez horas atrás do muro dos blocos, na “prainha da Lagoa”, na verdade um monte de areia suja coberta por uma vegetação digna de filme de terror. Árvores podres cheia de galhos retorcidos.
O Alessandro acordou uma dez e meia e já correu para o fundo do edifício. Lá, segundo ele, já havia um fila de meninos de várias idades “esperando a vez”. O negãozinho era um sujeito precoce. Apesar dos 11 anos, já tinha a malandragem digna de orgulhar o Bezerra da Silva.
Furou a fila, pulou o muro e esperou o Cabelo fazer o serviço, pra começar o dele. Sinceramente, não sei se o que eles faziam é o que eu chamo de transa, mas algo acontecia e eu não ficava nem um pouco triste por não saber. Nunca fui convocado para traçar a prima do Ziquinho. Pois sempre quando a moça aparecia para distribuir mimos para a gurizada eu não estava em Rio Grande.
Pura sorte, eu nem havia beijado na época, quanto mais transado. Acho que nenhum psicólogo teria indicado uma criança iniciar sua vida sexual com um gang bang.
A terceira personagem não tem nada a ver com as duas primeiras. O nome dela Karen. Eu devia ter uns onze anos e uma timidez estilo Luis Fernando Veríssimo. Um dia abri minha grande boca e comentei com os guris enquanto jogava uma partida de botão em um estrelão no andar onde morava o Alam: “a Karen é bonitinha.” Não lembro se alguém concordou. Só lembro de minutos depois, acontecer o maior desastre para um menino dessa idade. A Karen tava “a fim de mim”.
Fudeu. Até ali eu escapava do famigerado primeiro beijo com a frase acho a fulana ou a beltrana feia. Ninguém questionava, mas agora eu tinha elogiado a menina minutos antes. Rolou pressão, mas eu escapei sei lá como. Ela era da minha idade, mas se dava bem com a minha irmã e foi convidada para o aniversário da Flávia.
Eu dancei várias músicas com ela, já tinha uns doze ou treze, e fiquei morrendo de vontade de beijá-la, mas, como tudo na minha vida, pipoquei. Fui embora de Rio Grande nos meses seguintes e nunca mais tive notícias dela. Fui dar o meu primeiro beijo, com 14 anos, numa guria bonitinha e otária pra caralho (ela namorava um amigo meu, fui canalha desde cedo).
Resumundo, minha vida em Rio Grande foi um tédio absoluto. Não encoxei a Birila, não comi a prima do Ziquinho e não beijei a Karen...
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Assistencialismo
Hoje a Ângela me acordou com uma mensagem falando sobre mais um tiroteio no bairro Bom Jesus. Não sei se entendi direito, mas um dos caras (eram dois sujeitos fugindo da polícia) se refugiou dentro ou nos arredores da escola Nossa Senhora de Fátima. Os estudantes foram obrigados a ficar dentro de sala de aula.
Isso já é quase rotina para essas crianças e adolescentes que nasceram e moram no bairro mais violento da capital. Nesses três anos de Cidade Escola, dá pra notar facinho, facinho, a diferença de público nas escolas municipais. A maioria delas fica localizada em bairros operários. Os estudantes almejam serem médicos, advogados, professores, mas em outras o bicho pega: o máximo dos máximos é ser cobrador de ônibus, porém é engraçado que muitos desejam ser policiais.
Já ouvi histórias do tipo: meu pai tá preso, meu pai tomou um tiro na cara quando eu tinha seis anos, moro com a minha avó por que meu pai abusava de mim, moro com mais dez irmãos e ajudo minha mãe a catar lixo.
Projetos de contra turno escolar talvez sejam o método mais eficientes de combate a violência e a exclusão social, mas eles são de longo prazo. Por este motivo sou a favor de intervenções pontuais dos governos como bolsas disto e daquilo. Inclusive a que garante renda para família de apenados. Já que o nosso sistema carcerário é uma merda, quem sabe essa ação não resultará em um modelo eficiente de reinserção social.
Governos são uma merda em geral, mas pressionados pela sociedade, eles até fazem alguma coisa tanto em nível municipal, estadual ou federal. Ao lado das bolsas, caminham projetos de responsabilidade social visando o primeiro emprego, exatamente para no futuro essas famílias não dependerem de projetos meramente assistencialistas.
O assistencialismo é uma merda, mas hoje ele é um mal necessário. Estamos pagando o preço por anos de desigualdade social estratosférica e o caralho a quatro. Não adianta o PT ou qualquer partido da base governista vir na TV e dizer que bolsa não é assistencialista. É sim. Tem que assumir, dizer o porque e pagar o preço político disso.
Isso já é quase rotina para essas crianças e adolescentes que nasceram e moram no bairro mais violento da capital. Nesses três anos de Cidade Escola, dá pra notar facinho, facinho, a diferença de público nas escolas municipais. A maioria delas fica localizada em bairros operários. Os estudantes almejam serem médicos, advogados, professores, mas em outras o bicho pega: o máximo dos máximos é ser cobrador de ônibus, porém é engraçado que muitos desejam ser policiais.
Já ouvi histórias do tipo: meu pai tá preso, meu pai tomou um tiro na cara quando eu tinha seis anos, moro com a minha avó por que meu pai abusava de mim, moro com mais dez irmãos e ajudo minha mãe a catar lixo.
Projetos de contra turno escolar talvez sejam o método mais eficientes de combate a violência e a exclusão social, mas eles são de longo prazo. Por este motivo sou a favor de intervenções pontuais dos governos como bolsas disto e daquilo. Inclusive a que garante renda para família de apenados. Já que o nosso sistema carcerário é uma merda, quem sabe essa ação não resultará em um modelo eficiente de reinserção social.
Governos são uma merda em geral, mas pressionados pela sociedade, eles até fazem alguma coisa tanto em nível municipal, estadual ou federal. Ao lado das bolsas, caminham projetos de responsabilidade social visando o primeiro emprego, exatamente para no futuro essas famílias não dependerem de projetos meramente assistencialistas.
O assistencialismo é uma merda, mas hoje ele é um mal necessário. Estamos pagando o preço por anos de desigualdade social estratosférica e o caralho a quatro. Não adianta o PT ou qualquer partido da base governista vir na TV e dizer que bolsa não é assistencialista. É sim. Tem que assumir, dizer o porque e pagar o preço político disso.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Não esquece da minha caloi
Hoje passou por mim um cara num carrão (não entendo nada de carros, mas dava pra notar que era um “carrão”) e um cara de bicicleta. Lado a lado. Invejei o cara da bicicleta. Pensei: pessoas que andam de bicicleta são felizes e libertárias.
Estão acima do resto do mundo. Como diria o filósofo contemporâneo, cagam e andam para os outros. Ano que vem compro uma bicicleta e me torno uma pessoa feliz.
Mas eu gosto tanto de andar a pé. Principalmente quando a temperatura oscila entre 18e 22 graus e posso jogar a jaqueta levemente por cima do ombro e segurá-la com apenas uma das mãos. Ela não é de couro, mas por um instante me engano e penso que tenho o charme de um Steve McQueen.
Meu avô sempre dizia: o Steve McQueen é o homem mais bonito do cinema. Se é o mais bonito eu não sei, mas é o mais fodão com certeza. Pô, o cara e mais seis acabaram com o bando do Calvera no Sete Homens e um Destino. E olha que o Calvera era mauzão. Perto dele, o Fernandinho Beira-Mar era uma normalista de colégio de freira.
Fugi do assunto, como sempre. Foda-se aqui não tenho editor, nem critério, só vontade de escrever. Viva a liberdade. Vou comprar uma bicicleta e já volto.
Estão acima do resto do mundo. Como diria o filósofo contemporâneo, cagam e andam para os outros. Ano que vem compro uma bicicleta e me torno uma pessoa feliz.
Mas eu gosto tanto de andar a pé. Principalmente quando a temperatura oscila entre 18e 22 graus e posso jogar a jaqueta levemente por cima do ombro e segurá-la com apenas uma das mãos. Ela não é de couro, mas por um instante me engano e penso que tenho o charme de um Steve McQueen.
Meu avô sempre dizia: o Steve McQueen é o homem mais bonito do cinema. Se é o mais bonito eu não sei, mas é o mais fodão com certeza. Pô, o cara e mais seis acabaram com o bando do Calvera no Sete Homens e um Destino. E olha que o Calvera era mauzão. Perto dele, o Fernandinho Beira-Mar era uma normalista de colégio de freira.
Fugi do assunto, como sempre. Foda-se aqui não tenho editor, nem critério, só vontade de escrever. Viva a liberdade. Vou comprar uma bicicleta e já volto.
Pensando no futuro
A Cidade Baixa ta cada dia mais parecida com Bombaim. Nada contra os indianos. Tudo contra milhões de pessoas se espremendo em pequenas quantidades de cimento. Quando cheguei aqui em 95, não tinha nenhuma boate. Hoje, são filas e mais filas nas danceterias.
Eu fujo da multidão. Me escondo. Me refugio em lugares como o Batmacumba e Mister Dam. Lá, os feios, como eu, ainda tem lugar e espaço. Ouço samba e rock na mesma noite. E bebo cerveja a um preço honesto com meus pequenos ganhos de jornalista fudido e mal pago.
Já tô pensando em largar a profissão e transar com homens de meia idade. Àqueles que fogem da cama de suas mulheres e pagam por rapazes na José Bonifácio ou arredores. Com a minha memória visual, monto um dôssie rapidinho desses caras e faturo só na chantagem da vida dupla dos que não se assumem e estão condenados a infelicidade.
Claro, vou ter que botar essa bundinha pra trabalhar, mas é um preço a pagar pela liberdade financeira. O problema é o seguinte: e se não rolar clientela? E se nem os homens de meia idade me quiserem? Aí fudeu, rapá. Haja terapia para entender tamanha rejeição.
É melhor eu seguir escrevendo mesmo. Ganho pouco, mas pelo menos passo intacto no teste da farinha!!
Eu fujo da multidão. Me escondo. Me refugio em lugares como o Batmacumba e Mister Dam. Lá, os feios, como eu, ainda tem lugar e espaço. Ouço samba e rock na mesma noite. E bebo cerveja a um preço honesto com meus pequenos ganhos de jornalista fudido e mal pago.
Já tô pensando em largar a profissão e transar com homens de meia idade. Àqueles que fogem da cama de suas mulheres e pagam por rapazes na José Bonifácio ou arredores. Com a minha memória visual, monto um dôssie rapidinho desses caras e faturo só na chantagem da vida dupla dos que não se assumem e estão condenados a infelicidade.
Claro, vou ter que botar essa bundinha pra trabalhar, mas é um preço a pagar pela liberdade financeira. O problema é o seguinte: e se não rolar clientela? E se nem os homens de meia idade me quiserem? Aí fudeu, rapá. Haja terapia para entender tamanha rejeição.
É melhor eu seguir escrevendo mesmo. Ganho pouco, mas pelo menos passo intacto no teste da farinha!!
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Síndrome de Peter Pan
Hoje eu vi um documentário sobre o John Hughes. O cara é uma lenda. Fez quase todos os filmes de adolescentes dos anos 80 como Curtindo a Vida Adoidado, Clube dos Cinco e A Garota de Rosa Shockin. Ou seja, ele poderia não ter feito porra nenhuma nessa vida, mas só o fato de nos ter dado Ferris Bueller já o colocaria no nível dos inquestionáveis.
O cara tinha trinta e poucos quando fez esses filmes. Criou uma legião de seguidores, tomou pau da crítica e sumiu a partie do início da década de 2000. Até morrer em 2009, aos 59 anos.
Se Steven Spielberg captou a alma aventuresca e imaginativa das crianças com Goonies, ET e Gremlin, Hugues mostrou o mundo cheio de sofrimento e castas dos adolescentes.
Revi depois de mais velho alguns filmes dele, não uso a palavra adulto, pois isso eu nunca serei. Curtindo a Vida Adoidado segue um clássico. Já decorei cada cena. Porém os outros são melodramáticos demais.
O nome do meu blog vem dessa época, mas é obra de outro diretor (Carl Reiner). Chainsaw é um dos personagens do emblemático Curso de Verão.
No colégio, a gente imitava tudo do filme. Na faculdade, a mesma coisa. E isso que a galera já tinha seus 18 anos em média.
Muitos professores da Famecos não acreditam quando a gente produzia, tipo no filme, o som com a boca estilo zumbido. Era bom demais. Só vi o massacre da Serra Elétrica em função de ser a película favorita da dupla Chainsaw e Dave.
Sou muito fã da sessão da tarde dos anos 80 e 90. Minha semana perfeita teria Curso de verão (meu favorito), Curtindo a Vida Adoidado, Conta Comigo (com o falecido River Phoenix), De Volta Para o Futuro e Garotos Perdidos (com o também já morto Corey Haim).
E deixei de fora muitos filmes que marcaram a minha infância como Goonies (protagonizado pelo Sam do Senhor dos Anéis) ou Gremlins com a (dona de minhas centenas de punhetas) gostosa da Phoebe Cates. Ela casou depois com o Kevin Kline. Apesar de ótimo ator, o cara é muito ciumento e proibiu ela de seguir fazendo filmes (caretão), pois a atriz já contava com algumas cenas de nudez e erotismo na carreira. Filho da puta esse Kevin Kline.
Vejam que em nenhum momento, eu falo algo sobre o roteiro dos filmes. Muito simples, porra. Se tu não viu algum desses filmes ou não tem ideia do que eu estou falando, tu não teve infância ou adolescência, mané.
Alguém, alguém, alguém... Ferris Bueller!!
Abaixo uma das dezenas de cenas clássicas do Curso de Verão
http://youtu.be/1ZY68_L1Yz8
O cara tinha trinta e poucos quando fez esses filmes. Criou uma legião de seguidores, tomou pau da crítica e sumiu a partie do início da década de 2000. Até morrer em 2009, aos 59 anos.
Se Steven Spielberg captou a alma aventuresca e imaginativa das crianças com Goonies, ET e Gremlin, Hugues mostrou o mundo cheio de sofrimento e castas dos adolescentes.
Revi depois de mais velho alguns filmes dele, não uso a palavra adulto, pois isso eu nunca serei. Curtindo a Vida Adoidado segue um clássico. Já decorei cada cena. Porém os outros são melodramáticos demais.
O nome do meu blog vem dessa época, mas é obra de outro diretor (Carl Reiner). Chainsaw é um dos personagens do emblemático Curso de Verão.
No colégio, a gente imitava tudo do filme. Na faculdade, a mesma coisa. E isso que a galera já tinha seus 18 anos em média.
Muitos professores da Famecos não acreditam quando a gente produzia, tipo no filme, o som com a boca estilo zumbido. Era bom demais. Só vi o massacre da Serra Elétrica em função de ser a película favorita da dupla Chainsaw e Dave.
Sou muito fã da sessão da tarde dos anos 80 e 90. Minha semana perfeita teria Curso de verão (meu favorito), Curtindo a Vida Adoidado, Conta Comigo (com o falecido River Phoenix), De Volta Para o Futuro e Garotos Perdidos (com o também já morto Corey Haim).
E deixei de fora muitos filmes que marcaram a minha infância como Goonies (protagonizado pelo Sam do Senhor dos Anéis) ou Gremlins com a (dona de minhas centenas de punhetas) gostosa da Phoebe Cates. Ela casou depois com o Kevin Kline. Apesar de ótimo ator, o cara é muito ciumento e proibiu ela de seguir fazendo filmes (caretão), pois a atriz já contava com algumas cenas de nudez e erotismo na carreira. Filho da puta esse Kevin Kline.
Vejam que em nenhum momento, eu falo algo sobre o roteiro dos filmes. Muito simples, porra. Se tu não viu algum desses filmes ou não tem ideia do que eu estou falando, tu não teve infância ou adolescência, mané.
Alguém, alguém, alguém... Ferris Bueller!!
Abaixo uma das dezenas de cenas clássicas do Curso de Verão
http://youtu.be/1ZY68_L1Yz8
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